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​NOSTALGIA

ORLANDO PINGO DE OURO, O SEGUNDO MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DO FLUMIENSE

Os mais antigos torcedores do Fluminense não se esquecem de Orlando de Azevedo Viana, o Pingo de Ouro, apelido que recebeu do locutor Oduvado Cozzi, por causa de sua baixa estatura (1,65 m de altura) e excelente futebol.


Natural de Recife, começou sua carreira no Clube Náutico Capibaribe e logo chamou a atenção dos dirigentes do Fluminense que, mais ou menos na mesma época em que o Vasco contratava o grande Ademir Marques Meneses, trataram de comprar seu passe, como se fazia naquele tempo.


No clube das Laranjeiras  fez seu primeiro jogo em 15.7.45 e imediatamente caiu no gosto da torcida por se revelar um ponta de lança hábil  e excelente finalizador, a despeito de ser franzino.


Já em 1946 sagrou-se supercampeão carioca integrando um dos maiores ataques do Fluminense: Pedro Amorim – Ademir-Simões (Careca)-Orlando e Rodrigues. 














 

Durante quase 10 anos, até 30.5.1955, o Pingo de Ouro foi titular absoluto do tricolor, pelo qual atuou em 311 partidas e marcou 188 gols, tornando-se o segundo maior artilheiro da história do clube, superado apenas por Valdo, marca que muito dificilmente será alcançada.


Orlando  foi, ainda, Campeão Municipal de 1948, Campeão Carioca de 1951 e Campeão da Copa Rio Internacional em 1952, torneio equivalente ao Campeonato Mundial de Clubes. Foi especialmente marcante o gol da vitória sobre o Vasco da Gama por 1 a 0 na final do Campeonato Municipal de 48, que Orlando marcou de bicicleta.


O seu excelente futebol lhe valeu a convocação para a Seleção Brasileira com a qual foi   Campeão Sulamericano em 1949, fazendo 2 gols em três jogos, numa época  em que o Brasil tinha ótimos jogadores em sua posição, como Jair Rosa Pinto, Otavio de Moraes (do Botafogo) e muitos outros.


Deixando o Fluminense , Orlando ainda atuou pelo Santos(1954), Atlético Mineiro (54 e 55, sagrando-se campeão mineiro de 55 e contribuindo com 12 gols para o título do Galo) Botafogo e Canto do Rio, sempre em passagens rápidas e não muito lembradas,  daí porque sua história de jogador ficou mesmo ligada, na memória de todos, ao tricolor carioca.


Após encerrar a carreira, tornou-se frequentador diário do clube do qual era um ferrenho torcedor.


Orlando Pingo de Ouro faleceu no Rio de Janeiro aos 80 anos, em  5 de agosto de 2004.









Por Carlos Castilho

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