
FLÁVIO MINUANO, A CAMISA COM CHEIRO DE GOL

NOSTALGIA
Por Carlos Castilho
Nas décadas de 60 e 70 marcou época como um dos principais artilheiros do país o jogador Flávio Almeida da Fonseca, apelidado Minuano pelo saudoso locutor esportivo Geraldo José de Almeida, numa alusão ao vento característico do Rio Grande do Sul, terra do jogador.
Flávio, nascido em Porto Alegre em 9.9.44, começou no futebol profissional defendendo o Internacional de Porto Alegre e em 1961 já era titular da equipe e revelava sua característica de artilheiro nato, que o levou à Seleção Brasileira, pela qual fez 18 gols entre 1963 e 1966, período em que sempre foi convocado.
Em 1964 foi contratado pelo Corinthians e, embora não tenha conseguido ser campeão paulista, colocou em seu currículo duas façanhas que marcaram sua passagem pelo clube: foi artilheiro paulista do estadual de 1967 com 21 gols, superando o Rei Pelé, e contribuiu com um gol para quebrar o tabu de 11 anos que o Corinthians ficou sem ganhar do Santos.
Em 1969 seu passe foi comprado pelo Fluminense e logo se tornou ídolo da torcida porque teve participação decisiva na conquista do título carioca daquele ano. Foi quando o repórter esportivo Deni Menezes, então na Rádio Globo, cunhou a frase :-“Flávio,com a camisa que tem cheiro de gol”, que hoje, devidamente adaptada ao goleador da hora, é tão repetida e banalizada .
Defendendo o tricolor em 115 partidas e marcando 91 gols, Flávio foi ainda campeão do Campeonato Brasileiro de 1970 e do Campeonato Carioca de 1971, assinalando de forma definitiva sua passagem pelo clube das Laranjeiras.
Do Fluminense transferiu-se para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde continuou sua carreira de artilheiro, assinalando cerca de 70 gols por aquele clube.
Voltando ao Brasil e às suas origens, em 1975, reestreou num Grenal em que marcou um gol logo no início da partida, aos 4 minutos, e poucas semanas depois tornou a ser decisivo em outro Grenal quando fez, na prorrogação, o único gol da partida que deu ao Internacional o título de heptacampeão gaucho
Antes de deixar mais uma vez o clube em que iniciou sua brilhante carreira, conquistou em 1975 o primeiro título brasileiro do Internacional e foi o artilheiro da competição.
Flávio ainda defendeu o Pelotas (pelo qual foi artilheiro do campeonato gaúcho), o Santos, o Figueirense, o Brasília e o Jorge Wilstermann, da Bolívia, parando de jogar em 1981, tendo feito cerca de 1046 gols em sua carreira, marca muito difícil de ser alcançada.
Atualmente Flávio trabalha com escolinhas de futebol em São Paulo.
O artilheiro da “camisa com cheiro de gol” marcou época no futebol brasileiro e será sempre lembrado, especialmente pelos torcedores mais velhos de Internacional, Corinthians e Fluminense, aos quais deu tantas alegrias.






