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​NOSTALGIA

                                 GRANDES GOLEIROS DO FLUMINENSE

                                                                                                                                                        

Antes de Diego Cavalieri se firmar no gol do Tricolor, a torcida do Fluminense vinha sofrendo com a ineficiência de seus goleiros, mas houve época em que eles eram motivo de orgulho.

As queixas dos torcedores sobre as atuações dos muitos goleiros que passaram pelo clube nos últimos tempos eram uma constante. A Diretoria contratava jogadores de certo prestígio, como Zeti, ex-Seleção Brasileira, Ronaldo ex-Corinthians, Diego ex-Atlético Paranaense, lançava jogadores formados na base, como Welerson e Fernando Henrique, e o problema persistia. Jogadores reconhecidamente talentosos, no caso dos contratados, alternavam boas e más partidas, nunca eram capazes de manter uma regularidade de boas atuações e a torcida seguia insatisfeita.


No passado a situação era bastante diferente. O Fluminense primava por ter excelentes goleiros e era muito comum serem do clube das Laranjeiras os convocados para a Seleção Brasileira.

Vamos lembrar de alguns que enchiam de orgulho os tricolores e que marcaram época no futebol brasileiro por terem se revelado goleiros acima da média.

Por Carlos Castilho

MARCOS CARNEIRO DE MENDONÇA (1894/1988) foi o primeiro goleiro da Seleção Brasileira e até hoje é o mais jovem a ocupar aquela posição (tinha 19 anos quando fez seu primeiro jogo pelo Brasil). Começou sua carreira no América, pelo qual foi campeão carioca em 1913, transferiu-se para o Fluminense no ano seguinte e foi titular até 1922. Jogou 127 partidas, sofrendo 164 gols,  e foi tricampeão carioca em 1917/1918/1919.

Pela Seleção conquistou o título da Copa Roca de 1914 e dos campeonatos sul americanos de 1919 e 1922.

 

Após deixar o futebol continuou ligado ao Fluminense e foi seu Presidente, conquistando como dirigente o bicampeonato carioca 1940/1941.

Algisto Lorenzato, o BATATAIS (1910/1960), era um atleta exemplar, não só tecnicamente como também disciplinarmente, o que lhe valeu o Prêmio Belfort Duarte (concedido aos atletas que durante 10 anos e por um mínimo de 200 partidas não tenham cometido nenhuma infração disciplinar).

 

Começou sua carreira no Comercial de Ribeirão Preto, passou pela Portuguesa de Desportos e pelo Palmeiras, antes de ser contratado pelo Fluminense em 1935.

 

Jogou 309 partidas pelo tricolor e foi campeão carioca em 1936, 1937,  1938, 1940 e 1941.

Integrou a Seleção Brasileira que participou da Copa do Mundo de 1938 e atuou em duas partidas.

Batatais encerrou sua carreira jogando pelo América em 1946. Em uma entrevista, após encerrar a carreira, teria declarado que os maiores goleiros que vira tinham sido Planika (Tchecoslováquia) e Castilho.

Carlos José CASTILHO (1927/1987) é unanimemente considerado o melhor goleiro que já atuou pelo Fluminense e um dos melhores do Brasil em todos os tempos.

Começou no Olaria em 1945 e no ano seguinte transferiu-se para o Fluminense onde permaneceu até 1964. Entrou para a história como “goleiro milagreiro” pelas defesas praticamente impossíveis que fazia e pela imensa sorte que o acompanhava. Chamado pelos torcedores de “São Castilho” celebrizou-se por sua dedicação ao clube, chegando a amputar parte do dedo mínimo da mão esquerda para não desfalcar seu time por cerca de dois meses, o que seria necessário para curar a contusão com tratamento convencional.



Foi campeão da Copa Rio (1952), do Campeonato Carioca (1951, 1959 e 1964), do Torneio Rio-São Paulo (1957 e 1960) e do Torneio Municipal do Rio de Janeiro (1948).


Integrou a Seleção Brasileira de 1950 a 1962 e por ela sagrou-se campeão do Pan-americano de 1952, das Taças Bernardo O’Higgins (1955), Oswaldo Cruz (1950 e 1962), e das Copas do Mundo de 1958 e 1962 como reserva de Gilmar. Participou também da Copa do Mundo de 1950, como reserva de Barbosa e foi titular na Copa do Mundo de 1954. É até hoje o jogador recordista de jogos pelo Fluminense  tendo atuado em 697 partidas.

Após encerrar a carreira de jogador, tornou-se treinador e foi igualmente bem sucedido, tendo dirigido vários clubes do Brasil, inclusive o Santos, pelo qual foi campeão paulista em 1984.

 

Em 2007 a diretoria do Fluminense inaugurou um busto de Castilho na entrada de sua sede social, justa homenagem ao que certamente terá sido o mais importante jogador da história do clube.

Caetano da Silva Nascimento, o VELUDO (1930/1979), embora possa figurar na lista dos melhores goleiros tricolores de todos os tempos, e mesmo do país, nunca chegou a ser titular absoluto em seu clube! Teve a má sorte de atuar na mesma época de Castilho, do qual foi eterno suplente, o que não impediu que fosse convocado para a Seleção Brasileira de participou da Copa do Mundo de 1954 quando, mais uma vez, ficou na reserva de Castilho. Caso inédito até hoje de titular e reserva de uma posição convocados ao mesmo tempo para a seleção. Nos jogos eliminatórios daquela competição, por causa de contusão do titular, Veludo assumiu o posto e teve excelentes atuações.

Iniciou sua carreira no Fluminense em 1949 e permaneceu no clube até 1956, com uma breve passagem pelo Nacional do Uruguai, onde igualmente fez sucesso. Participou de 124 jogos na equipe principal do Fluminense e pela Seleção do Brasil, que integrou de 1954 a 1956, atuou 9 vezes Antes de encerrar sua carreira, ainda atuou no Canto do Rio, no Santos, no Atlético-MG, pelo qual foi campeão mineiro em 1958, Madureira e Renascença-MG.

Era considerado pelo inesquecível Didi o melhor goleiro com o qual jogara. Boêmio incorrigível e de vida desregrada faleceu muito cedo, aos 49 anos de idade.

FÉLIX Miéli Venerando (1937/2012) é paulistano. Iniciou sua carreira muito cedo no Nacional-SP e com apenas 15 anos profissionalizou-se no Juventus da Mooca. Antes de transferir-se para o Fluminense, por indicação do inesquecível Telê Santana, defendeu a Portuguesa de Desportos até 1968. Permaneceu no tricolor até encerrar sua carreira em 1976 tendo atuado 319 vezes e conquistado os títulos cariocas de 1969, 1971, 1973 e 1975, além da Taça de Prata de 1970.

Pela Seleção Brasileira Félix disputou 48 partidas, conquistando o bicampeonato da Copa Rio Branco em 1967 e 1968, a Copa do Mundo de 1970 e a Copa Roca de 1971.

O “Papel”, como era carinhosamente chamado por seus companheiros, devido à sua magreza e aos voos que dava para fazer suas defesas, quando parou de jogar teve uma breve passagem como treinador do Avaí-SC, até afastar-se definitivamente do futebol.

Faleceu em 24 de agosto de 2012 e foi, enfim, definitivamente reconhecido pela imprensa como um dos grandes nomes da Copa de 1970, principalmente por sua atuação decisiva na vitória do Brasil sobre a Inglaterra, por 1 a 0.

PAULO VICTOR Barbosa de Carvalho (1957/      ) foi o último goleiro a deixar saudades na torcida tricolor.

Natural de Belém-PA e criado em Brasília, iniciou sua carreira no CEUB da capital do país e passou ainda pelo Operário-MT, Brasília, Vila Nova-GO e Vitória-ES, antes de ser contratado pelo Fluminense em 1981.

Iniciou, então, uma carreira vitoriosa no clube das Laranjeiras pelo qual sagrou-se tricampeão carioca em 1983/1984/1985 e campeão brasileiro em 1984. Atuou em 361 partidas, tornando-se o segundo goleiro a vestir mais vezes a camisa tricolor, superado apenas por Castilho.

Paulo Victor disputou oito jogos pela Seleção Brasileira e foi à Copa do Mundo de 1986 como reserva de Carlos.

Deixou o Fluminense em 1988 e ainda atuou até 1994 por vários clubes

Atualmente, DIEGO CAVALIERI, que defendeu o Palmeiras com muita eficiência até transferir-se para a Europa, onde não teve grandes oportunidades, se firmou como um dos grandes nomes do time. Eleito o melhor da posição nas conquistas do Carioca e Brasileiro em 2012, agora Diego representa o clube na Seleção Brasileira comandada por Luiz Felipe Scolari.

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